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Roteiro de 03 dias na cidade de São Paulo por @thiagosal

25 de janeiro de 2016
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Hoje estreia uma novidade aqui no blog: publicações redigidas por leitores e colaboradores do Me Leve na Mala que contribuirão para trazer mais informações para vocês com mais dicas e informações sobre viagens aqui no Brasil e no mundo.

E para inaugurar essa iniciativa do blog convidei o leitor e amigo Thiago Andrade, autor do blog Se Sobrar Tempo, paulistano e fã de atividades gastronômicas e culturais, para dividir com a gente dicas de um roteiro básico de 03 dias para fazer programas históricos e culturais concentrados na região central da cidade de São Paulo que é aniversariante hoje e completa 462 anos, um destino a se considerar como destino para os próximos feriados.

Espero que vocês gostem e ficarei muito feliz se vocês registrarem a opinião/sugestão de vocês ao fim do post. Obrigada.

Por Thiago Andrade (@thiagosal)

Roteiro de 03 dias na cidade de São Paulo 

É comum vermos grandes promoções em períodos de baixa temporada para trechos nacionais, porém temos a tendência de deixar as promoções com destino a São Paulo de lado e, normalmente, escolhemos destinos mais tradicionais como o Rio de Janeiro ou as cidades do Nordeste. Entretanto, São Paulo pode ser um ótimo destino para uma viagem de até três dias e ainda pode ser bem mais econômico que outros destinos de litoral.

Mosteiro São Bento

Mosteiro São Bento

Nessa pegada de viagem cultural e econômica para uma grande megalópole sugerimos um roteiro de 3 dias por São Paulo que inclui a região central e seus arredores. Uma desvantagem desse roteiro é a necessidade de um dos dias ser durante a semana, já que alguns lugares não abrem aos finais de semana e também estão fechados às segundas, como  museus.


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  • Dia 1:

Sugiro que o primeiro dia de passeio pelo centro histórico de São Paulo comece cedo na estação do metrô São Bento – linha azul, para tomar o café da manhã no próprio mosteiro de São Bento que dá nome ao Largo São Bento. Pode soar estranho tomar café da manhã em um mosteiro, mas dentro da igreja tem uma pequena lojinha na qual os monges reclusos vendem os pães e bolos de fabricação diária. Além de serem um ótimo café da manhã para ser comido enquanto você se descoloca pelo centro você pode comprar pequenos bolos e pães que são vendidos em latas decorativas para presentear – não há lugar para sentar e no largo não é recomendado ficar sentado pela questão da higiene das calçadas.

Edifício Martinelli

Depois de deixar o mosteiro siga pela rua São Bento até a Rua São João e vire a direita para ir no Edifício Martinelli – quando chegar avise pelo interfone que você pretende fazer a visitação, assim na hora que o portão for aberto um funcionário te avisará que já é possível entrar no edifício – que abre para a visitação das 9:30 às 11:30 – um dos motivos pelo qual nesse dia o roteiro começa tão cedo.

O Edifício Martinelli, empreendido pelo comendador italiano Giuseppe Martinelli, é um dos marcos do centro antigo de São Paulo e foi considerado o edifício mais alto do mundo fora dos EUA durante os anos de 1929 e 1936. Em sua cobertura tem-se uma vista privilegiada do centro antigo, em especial da Vale do Anhangabaú e Largo São Bento. Além da possibilidade de se fazer grandes fotos do horizonte do centro é de se destacar a questão da arquitetura diferenciada do edifício. Outra curiosidade em relação a esse prédio é que algumas pessoas acreditam que além dos trabalhadores circularia um fantasma pelos corredores do prédio, mas essa estória renderia um outro post, mas com indicação sobre pontos mau assombrados na cidade.

Vista do Ed. Martinelli

Vista do Ed. Martinelli

Depois de visitar a cobertura do Martinelli, como ninguém é de ferro, recomendo a volta para o cruzamento entre as ruas São João e São Bento onde se encontra a tradicional doceria portuguesa Casa Mathilde para comer um dos deliciosos pasteizinhos de Belém e todos os outros doces tradicionais portugueses. Como é provável que esteja calor é sempre bom ter um lugar para sentar na smobra para recuperar o fôlego para os próximos pontos do dia.

Ainda na Rua São João você vai na direção oposta a do Edifício Martinelli – esse é um ótimo ângulo para uma foto do Edifício do Banespa – e vira a esquerda quando você chegar no final da rua (você vai estar em frente ao Edifício do Banespa). Agora, na Rua São Bricola você vai se dirigir a Bolsa de Valores de São Paulo(BM&FBovespa), onde se pode visitar a antiga área dos pregões que foi convertida em um espaço educativo para o público. Além de aprender mais sobre o universo financeiro é possível assistir dois filmes sobre o assunto e admirar a bela arquitetura do prédio. Só é preciso atentar se não está ocorrendo nenhum leilão ou IPO – não se preocupe se não souber do que se trata um IPO, depois da visita você vai saber – nesses casos o espaço estará fechado.

Prédio do Banespa

Saindo da BM&FBovespa o próximo ponto é o Edifício Altino Arantes – conhecido como prédio do Banespa, antigo dono do prédio. Um dos maiores símbolos de SP, este exemplo de art déco foi inaugurado em 1947, também na condição de maior edifício fora dos EUA com 161 metros. Porém, como o Martinelli, ele logo perdeu esse posto cinco anos depois em 1953. Projetado pelo arquiteto Plínio Botelho do Amaral para ser a sede do Banespa (antigo banca do governo estadual de São Paulo), segue um formato de “bolo de noiva”, em que o prédio apresenta recuos a partir de determinada altura, e é coroado pela bandeira do Estado de São Paulo. O luxuoso saguão apresenta um enorme lustre de 13 metros de altura e 1,5 toneladas, além de um mural que conta a evolução da economia paulista desde seus primórdios. O mirante no topo do edifício permite vista panorâmica.

Pode parecer perda de tempo visitar dois mirantes distantes 10 metros, porém cada um dos mirantes tem um ângulo diferente da cidade. Nesse caso, os horários de visitação são de segunda a sexta das 10 às 15h – nesse caso como no Edifício Martinelli a visitação é gratuita, porém é necessário portar um documento com foto.

Mercado Municipal

Para acabar nosso primeiro dia pelo centro de SP vamos em direção ao Mercado Municipal da Cantareira, o Mercadão – é preciso seguir a Rua São Bricola, passar em frente da BM&FBovespa e descer a famosa Ladeira Porto Geral, virar a esquerda na Rua Barão de Duprat e na quarta rua virar a direita na Rua Comendador Afonso Kherlakian. No caminho do Mercado Municipal você vai passar pela também famosa Rua 25 de Março, porém como será necessário passar por essa rua na volta ao metrô sugiro que o passeio pela 25 de Março seja a última coisa feita nesse dia.

Sanduíche de Pão com Mortadela: tradicional no Mercado Municipal

Chegando ao Mercado Municipal é interessante  passear pelas bancas do primeiro andar para ver os quitutes e frutas que são vendidos – todos muito bons, porém tudo é muito caro. Uma sugestão é pedir para provar as frutas e embutidos antes de comprar, assim você só vai comprar o que você realmente gostou. No Mercadão tem duas lanchonetes famosas no piso térreo que são ótimas paradas para o almoço. Em uma delas o lanche tradicional é o pastel de bacalhau e na outro o mais famoso é o sanduíche de mortadela, ambas as lanchonetes tem sua versão tradicional no andar térreo e sua versão moderna no andar mezanino. Nessa segunda opção, é possível comer olhando os vitrais do Mercadão e também tem uma maior disponibilidade de mesas, porém no mezanino você perde grande parte da experiência de comer no Mercadão.

Museu do Catavento

Museu do Catavento

Depois de comer no Mercadão, o próximo ponto é Museu Catavento Cultural e Educacional que fica na margem oposta do Mercadão na Avenida do Estado. É um museu sobre ciências com várias exposições interativas que são muito indicadas para crianças e adultos que se interessam por ciências. Esse é o único ponto do roteiro que é preciso pagar a entrada com preço de R$ 6,00 reais e horário de funcionamento das 9 às 16 horas. Nesse caso, entendo que o mais interessante é a própria arquitetura do Palácio das Indústrias, prédio onde atualmente se localiza o museu. A construção do Palácio foi iniciada em 30 de maio de 1912 e inaugurado em 29 de abril de 1924 , o Palácio das Indústrias foi concebido inicialmente como um espaço permanente de exposições agrícolas e industriais, porém, abrigou várias instituições, entre elas, desde o ano de sua inauguração, a Rádio Educadora Paulista , primeira estação paulista de rádio (atualmente Rádio Gazeta). O Palácio das Indústrias também foi sede da prefeitura de São Paulo de 1992 a 2004, quando esta foi transferida para o Edifício Matarazzo. Se você já estiver com fome de novo, ou gostar de comidas saudáveis, dá para comprar grãos, barras de cerais e frutas secas na lojas da  Avenida Mercúrio – fica em frente do museu.

Para terminar o dia volte em direção ao Mercadão pegue a Rua Comendador Afonso Kherlakian, no final da rua vire a esquerda na Rua 25 de Março para aproveitar os preços baixos da região. Depois das compras, quando chegar a Ladeira Porto Geral suba a rua até chegar a uma entrada para a estação São Bento do metrô e assim o primeiro dia pelo centro de São Paulo chega ao fim.

  • Dia 2

O segundo dia do nosso roteiro pelo centro de São Paulo e arredores começa na estação de trem e metrô da Luz. Nesse ponto de início é aconselhável que se passe um tempo caminhando pela estação de trem para observar a arquitetura da construção. A Estação da Luz foi construída com peças trazidas de Londres que copiam o Big Ben e a Abadia de Westminster e foi aberta ao público em 1901. Depois da inauguração a estação da Luz serviu em parte como porta de entrada para as grandes levas de imigrantes que desembarcavam em São Paulo a partir do final do segundo império.

Estação da Luz

Estação da Luz

Em seu início a administração do complexo foi feito pela extinta empresa São Paulo Railway, essa administração durou até a segunda guerra mundial quando o governo do estado passou a administrar o estação. Fora algumas alterações, resultantes de processos de recuperação dos dois incêndios que ocorreram na estação, a arquitetura é basicamente a do projeto original.

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Um ótimo lugar para se visitar a estação sem que seja necessário pagar a passagem do trem é entrar pela estação e se dirigir as duas pontes que passam por cima dos trilhos dentro da estação. Nessas pontes você vai poder tirar ótimas fotos das partidas e chegadas dos trens com a arquitetura da estação como fundo.

Vista da Estação da Luz e da Pinacoteca

Vista da Estação da Luz e da Pinacoteca

Deixando a estação da Luz e atravessando a rua chegamos ao nosso segundo ponto do roteiro, o Parque da Luz. Esse parque, além de ser uma das únicas áreas verdes da região, foi um dos primeiros lugares da capital paulista a receber iluminação pública, daí deriva seu nome. Uma curiosidade desse parque é que se você tiver muita sorte é possível avistar os bichos preguiças do parque, herança do primeiro jardim zoológico da cidade de São Paulo que era no parque. Além do bicho preguiça, e por mais surpreendente que possa parecer o parque tem 73 espécies de animais, das quais 67 são aves, ou seja, esse parque é um ótimo lugar para avistamento e para fotografar aves.

Parque da Luz

Parque da Luz

Voltando à entrada do parque podemos seguir a rua e chegar à Pinacoteca de São Paulo, que se encontra dentro do próprio parque da Luz. Para você que gosta de arte será um prato cheio e para você que não se interessa muito por arte vale a visita só pela belíssima arquitetura do prédio. O prédio foi projetado por Ramos de Azevedo e Domiziano Rossi para ser a sede do Liceu de Artes e Ofícios. Além do valor arquitetônico do prédio a Pinacoteca é o mais antigo museu da cidade de São Paulo, tendo sido aberto para visitação em 1911. Vale lembrar que o foco da exposição permanente é de obras brasileiras no período depois do século XIX, ou seja, a coleção conta com todos os artistas que ficaram famosos depois da semana de arte moderna de 1922. Outro ponto que você vai gostar é o preço dos ingressos que variam de 6 para a inteira e 3 para a meia – quintas-feiras tem entrada gratuita. Esse ingresso ainda inclui a entrada no Espaço Pinacoteca.

Para chegar no Espaço Pinacoteca é preciso seguir pela praça da luz, virar à esquerda na rua Mauá e à direita na rua Cleveland. Nesse espaço, além de mais um andar com exposições permanentes de artistas brasileiros tem um andar totalmente dedicado a exposições itinerantes. Além dessas exposições você vai encontrar no piso térreo uma área que é ocupada pelo Memorial a Resistência, que como o próprio nome sugere, se trata de um espaço para se recordar o período da ditadura. No Memorial da Resistência o mais interessante é o fato deste estar localizado nas antigas instalações do DOPS de São Paulo, ou seja, é possível ver e entrar nas selas e ler o que os presos políticos escreveram no período que estavam detidos. O interessante nesse tipo de museu é a possibilidade de se ouvir o relato do sofrimento dos presos e de suas famílias para se evitar a repetição dos crimes cometidos nesse período pelo Estado brasileiro.

Memorial da Resistencia

Memorial da Resistência

Depois de ir no Memorial da Resistência vale a pena ir no estacionamento que tem atrás do prédio para tirar uma foto da estação da Luz de um ponto privilegiado. Saindo da Estação Pinacoteca o próximo ponto do nosso roteiro é a Sala São Paulo, ao lado da Estação da Pinacoteca.

A Sala São Paulo se localiza no antigo prédio da estação de trem Júlio Prestes que é resultado de uma disputa entre o investidores ingleses – que detinham o monopólio do transporte de café para o posto de Santos – e barões do café do interior de São Paulo, um destes últimos conseguiu financiamento do Império para a construção de uma ferrovia e criou a empresa Sorocabana para concorrer com a São Paulo Railway de capital inglês.

Depois de vários problemas financeiros a Sorocabana passou para o controle do governo estadual de São Paulo que em 1938 concluiu o projeto da linha ferroviária e inaugurou a Estação Júlio Prestes. Adicionado a essa rica história a Sala São Paulo já ganhou seguidamente como o melhor ponto turístico de São Paulo. Para se fazer a visita a parte interna da Sala São Paulo é possível comprar um bilhete para algum conserto ou agendar uma visita guida com custo de 5 reais.

Sala São Paulo

Sala São Paulo

Depois da Sala São Paulo o próximo ponto do nosso dia é o Museu de Arte Sacra. Para chegar a esse museu é preciso voltar para frente da Pinacoteca e seguir a Avenida Tiradentes. Nesse museu além das exposições de arte sacra é possível visitar uma sala dedicada a um presépio doado ao museu por Titino Matarazzo. Uma curiosidade desse museu é o fato desse ser o único lugar na cidade de São Paulo onde se é possível fazer o enterro fora de um cemitério. Por fim é interessante fazer a visitação do subterrâneo do museu, onde foram encontrados os corpos de alguns integrantes da ordem religiosa Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz.

Museu de Arte Sacra

Museu de Arte Sacra

Saindo do Museu de Arte Sacra e voltando a estação da Luz encontramos o Quartel da Rota, que é o ponto seguinte do nosso roteiro. Esse quartel começou a ser construído em 1888 e terminou em 1892, com projeto do arquiteto Ramos de Azevedo tem um estilo Pós-Napoleônico. Porém, o mais interessante desse ponto é a existência de uma rede de tuneis subterrâneos reminiscentes da época da Revolução de 1932 que sobreviveram as obras da linha azul do metrô que passa por baixo da Avenida Tiradentes. Há a necessidade de se agendar a visita por telefone que é restrita às sextas-feiras, apesar disso vale muito a pena conhecer essa parte do subterrâneo de São Paulo.

Quartel da Rota

Quartel da Rota

Saindo do Quartel da Rota e seguindo em direção a estação da Luz não podemos deixar de notar a “chaminé” que se localiza ao lado do quartel. Nessa “chaminé” há algumas marcas de um tiro de canhão das batalhas da revolução constitucionalista de 1932. Seguindo desse lado da Avenida Tiradentes você passará pela Rua São Caetano que é conhecida como Rua das Noivas e por uma igreja, mais a diante tem uma passarela onde é possível atravessar a avenida e tirar fotos do Edifício do Banespa, do mural de grafite que tem em uma lateral um prédio e tirar uma foto que inclua a Pinacoteca e a Estação da Luz.

Banespa

Prédio Banespa ao fundo

Ao atravessar a passarela você vai voltar a Estação da Luz e chegar ao ponto final do dia, o Museu da Língua Portuguesa, que infelizmente está fechado devido ao incêndio ocorrido em dezembro de 2015, porém como o acervo era digitalizado só nos resta esperar a reabertura.

Quando terminar os trabalhos de restauração o visitante vai poder ir no o único museu no mundo inteiramente dedicado a um idioma e aprofundar seus conhecimentos sobre algum autor específico – nas exposições itinerantes. Além de exposições tradicionais o museu conta com vários espaços interativos, dentre eles, um auditório no qual são projetados trechos de obras nas paredes e tetos acompanhados de trilha sonora convidando o visitante a se deitar ou se sentar nas escadas do auditório e contemplar os trechos. Depois dessa parada, o segundo dia do roteiro finaliza por aqui.

  • Dia 3

O início de nosso terceiro dia do roteiro começa na própria Praça da República, conhecida antigamente como Largo dos Curros, pode parecer estranho mas nessa praça era normal acontecerem rodeios e touradas no inicio do século XIX. Depois de um processo de revitalização passou a ter característica  de praça “européia” e passou a abrigar a Escola Normal Caetano de Campos, edifício planejado por Antônio Francisco de Paula Sousa e Ramos Azevedo que atualmente é a sede da Secretaria Estadual da Educação.

Praça da República

Praça da República

Assim como os pontos já descritos no segundo dia do roteiro, a praça foi palco de manifestações contrárias à Vargas antes na revolução de 1932. Uma vantagem de se iniciar o dia pela praça da República é a possibilidade de se pegar um mapa da região central no ponto de ajuda a turistas que está localizado na praça. Nesse ponto, além dos mapas, é possível pegar informações sobre os parques estaduais de São Paulo que em sua grande maioria são totalmente desconhecidos.

Seguindo pela Av. São João você  chegará a Praça das Artes. Localizado no edifício do antigo Conservatório Dramático e Musical o espaço foi totalmente revitalizado como parte de um programa de trazer espaços culturais para o centro antigo de São Paulo. Nesse espaço, além de ser possível visitar diversas exposições é possível ir em apresentações de dança e música. Esse ponto tem o atrativo de render muitas fotos, já que no térreo é possível ter uma ótima vista do Vale do Anhangabaú.

Voltando à Av. São João em direção à praça da República vamos virar à esquerda na Rua Conselheiro Crispiniano e seguiremos para o imponente Teatro Municipal de São Paulo. Além de seu valor arquitetônico o teatro foi palco da importante semana de Arte Moderna de 1922 que impulsionou o movimento modernista no Brasil. Outro ponto interessante do teatro é o fato de ser considerado como um ponto mau assombrado, o que poderia gerar interesse de uma segunda visita a noite. Para visitar o teatro é possível comprar um bilhete para uma das apresentações ou uma visita guiada com limite máximo de 50 pessoas – 11h, 12h, 14h e 15h. Outra opção para conhecer o teatro é ir ao restaurante que existe no interior do teatro.

Edifício Copan

Edifício Copan

Deixando o teatro e voltando a praça da República pela Rua Barão de Itapetininga, vire à esquerda na Av. Ipiranga você vai continuar até o iconoco Edifício Copan – que encontra-se em processo de restauro -, seu próximo ponto de parada. O Copan é um dos mais importantes e emblemáticos edifícios da cidade de São Paulo, no Brasil. Descrito como tendo “linhas sinuosas e elegantes”, foi projetado por Oscar Niemeyer. Pela suas particularidades o Edifício Copan é ponto obrigatório para se fotografar as linhas do desenho de Niemeyer e também para tirar ótimas fotos da vista de São Paulo, já que é possível fazer uma visitação do terraço do edifício restritas a entrada às 10:30 e 15:30, com permanência de 15 minutos no terraço.

Uma dica para se visitar qualquer edifício com vista para a cidade de São Paulo é ir depois de uma noite chuvosa para não correr o risco da camada de poluição ser tão espessa que impossibilite a visão do horizonte. Entretanto, para quem quer uma experiência autêntica uma visita em um dia seco e poluído será ideal para você e ainda vai render ótimas fotos –  falo isso por experiência própria.

Vista do Edifício Copan

Vista do Edifício Copan

Deixando o Edifício Copan e indo novamente em direção à praça da República vamos chegar ao último ponto do seu roteiro por São Paulo, o Edifício Itália. Apesar de você já ter ido no terraço do Edifício Copan acho válida a visita ao terraço do Itália. Uma das vantagens de visitar esses dois edifícios vizinhos é a possibilidade de se tirar fotos de um edifício a partir do terraço do outro, o que sempre rende boas fotos. Outro ponto que deixa essa segunda visita válida é o fato do Edifício Itália ser o segundo maior prédio da cidade de São Paulo, ou seja, é possível ver mais coisas que no terraço do Copan. Para finalizar nosso roteiro sugiro que você almoce(ou jante) no restaurante, Terraço Itália, de cozinha italiana que se localiza no penúltimo andar do Edifício Itália. Assim chegamos ao fim do nosso terceiro dia pelo centro de São Paulo. Espero que tenham gostado das dicas e que possam aproveitá-las em uma visita à cidade de São Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

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1 Comentário

  • Reply michel rodrigues fernandes 27 de janeiro de 2016 at 01:19

    show de bola o site!

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