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O exótico Marrocos: o que saber para planejar a sua viagem

17 de abril de 2016
Ait Benhadou: cidade fortificada onde foi filmada a série Game Of Thrones

Conhecer o Marrocos era um desejo antigo e, em outubro de 2015, pude realizar durante a viagem que me dei de presente de aniversário, oportunidade em que pela primeira vez pisei no continente africano ao visitar o norte da África. A experiência foi incrível, a viagem única e transformadora, pois é impossível visitar um país tão diferente em inúmeros aspectos e não mudar pelo menos um pouco a sua visão de mundo.

A cultura marroquina é complexa, formada basicamente por árabes e pelo povo berbere (povo nômade que vive no deserto), cuja configuração é resultado de várias invasões no seu território, tanto por árabes como por europeus, romanos, inicialmente, e na história mais recente por franceses, portugueses e espanhóis. Por muitos séculos o território do Marrocos foi objeto de desejo de muitos impérios, tendo em vista a sua localização geográfica, sendo que o país só ganhou a sua independência efetivamente apenas em 1956.

Como consequência, o patrimônio cultural do Marrocos é extremamente rico e vasto, devido a todas as experiências históricas ocorridas em seu território, contudo a identidade do país e os seus valores foram preservados ao longo dos séculos.  Porém, isso não quer dizer que o Marrocos se fechou para a modernização, pelo contrário, o país não deixou de se modernizar e de investir nos seus recursos, em especial na exploração do turismo.

Vale do Ourika

Vale do Ourika

Durante a minha visita ao país, pude notar também que o povo marroquino é forte, determinado, sereno e, ao mesmo tempo em que mantém os seus valores tradicionais, quando o assunto é religião ou política não são nem um pouco extremistas, pelo contrário, o Marrocos tem como uma de suas principais características a tolerância.

Conhecido aqui no Brasil por ter sido cenário da novela O Clone (2001) e de filmes como Casablanca, A Múmia, e mais recentemente da famosa série da HBO Game Of Thrones, o Marrocos é um país que cativa e impressiona pela diversidade de suas paisagens: peculiares e contrastantes, o que é facilmente observado em uma viagem pelo interior do país, por exemplo. Toda essa diversidade natural aliada à mistura de cores, aos diferentes sabores da gastronomia, cultura, costumes e hábitos locais marcantes constituem elementos que tornam o país tão fascinante e exótico.

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O mágico deserto do Saara

Normalmente, quando se pensa no Marrocos é comum associá-lo a paisagens desérticas, já que metade do seu território é ocupado pelo Deserto do Saara (lugar fabuloso e responsável por uma das melhores experiências já vivenciadas por mim nas minhas andanças pelo mundo, mas isso é assunto para outro post), porém se engana quem pensa que as atrações naturais do país se limitam ao deserto. De jeito nenhum, gente! O território marroquino surpreende com cenários montanhosos, em especial pela Cordilheira Atlas que circunda a cidade de Marrakech, cachoeiras, lagos, oásis, isso sem falar no litoral dividido entre as águas do oceano atlântico e mediterrâneo.

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As paisagens montanhosas no interior do Marrocos

Ainda, não posso deixar de mencionar a beleza de suas cidades históricas, monumentos, rica arquitetura, artesanato magnífico e um povo simpático que tornam o Marrocos tão atraente aos viajantes.

As principais cidades marroquinas são Fez, Marrakech, Rabat (a capital) e Meknés, que são cidades históricas chamadas imperiais e que serviram de base para a colonização árabe islâmica, a partir do século 7. Nessas cidades se encontram traços que caracterizam a tradicional arquitetura marroquina formada por uma medina, que é o centro comercial e residencial, uma mesquita central, o palácio central e os souks (mercados), tudo cercado por uma muralha que tinha o objetivo de fortificar a cidade.

A medina de Marrakech

A medina de Marrakech

O Marrocos é dividido por várias regiões e cada uma delas tem cidades maravilhosas que valem a visita. Os top lugares de cada região estão divididas assim: Norte (Tétouan, Chefchaouen, Asilah), Centro, que é uma das zonas com paisagens mais diversificadas (Fez, Marrakech, Rabat, Casablanca, Méknes, El Jadida, Essaouira, Safi, Volubilis, Montanhas do Atlas (Toukbal, Imilchil, Agouldal), Sul e Deserto do Saara (Ourzazate, Ait Benhaddou, Dunas Erg Chebbi, Costa Atlântica, Gargantas do Todra) e Praias (Agadir, Legzira, Plage Blanche e Saidia).

A verdade é que o Marrocos é um país que tem um território extenso e muito diversificado, por isso tem muita coisa para ver e experimentar, razão pela qual a escolha do roteiro vai depender muito dos seus interesses e, é claro, do tempo que disponibiliza para visitar o país.

A cidade fortificada de Essaouira

A cidade fortificada de Essaouira

No meu caso, como o Marrocos não era meu único destino, precisei dividir bem os 20 dias que tinha disponíveis de uma forma que pudesse contemplar tudo que pretendia ver e fazer nos países que visitaria. Assim, como as minhas prioridades no Marrocos eram conhecer Marrakech e o Deserto do Saara, destinei apenas 07 dias para minha estadia no país. Desses 07 dias, reservei 03 deles para a viagem pelo interior do país rumo ao deserto, sendo 03 dias o mínimo para conhecer o verdadeiro Deserto do Saara, onde se encontram as enormes Dunas de Erg Chebbi, que se localizam em Merzouga, oportunidade em que pude conhecer outras cidades durante o trajeto.

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Quando  comecei a montar o meu roteiro, pretendia passar pelo menos 01 (um) dia em Casablanca como parada final, o que daria um total de 08 (oito) dias em solo marroquino, porém, além do fato de que a passagem de avião Marrakech – Casablanca – Cairo sairia cara (era o que a logística permitia por causa do tempo), seria muito corrido e não daria para aproveitar praticamente nada da cidade, o que foi uma atitude acertada, pois pude acrescentar mais um dia para a viagem ao Egito (ainda estou devendo posts sobre essa viagem, mas, vamos por partes, pois pretendo escrever em breve), país que visitei após a passagem pelo Marrocos.


O meu roteiro pelo Marrocos ficou assim:

01 – Marrakech (chegada de noite – já estava tarde e fui direto para o Riad)

02 – Marrakech

03 – Viagem pelo interior rumo ao Deserto do Saaara – passei a noite em Ourzazate

04 – Viagem pelo interior rumo ao Deserto do Saara – passei a noite no deserto em Merzouga

05 – Deserto do Saara – volta para Marrakech

06 – Marrakech – Essaouira (cidade litorânea, passei o dia por lá)

07 – Marrakech – Vale do Ourika (no fim da tarde peguei um vôo rumo ao Cairo)

Obs.: Preferi fazer a viagem para o deserto já no meu segundo dia cheio no Marrocos porque se deixasse para viajar nos meus últimos 3 dias a volta para Marrakech ficaria muito corrida e poderia perder o vôo para o Egito que já havia definido com antecedência.


Assim, durante a minha passagem pelo Marrocos conheci as seguintes cidades/lugares na ordem: Marrakesh (fervilhante e apaixonante), Montanhas Atlas, Talouet, Ait Benhaddou, Ourzazate, Agdz, Vale do Draa, Nkob, Tazzarine, Alnif, Rissani, Merzouga (todos esses lugares no interior na viagem rumo ao deserto), Essaouira e Vale do Ourika.


POR ONDE ANDEI NO MARROCOS

trajeto

Percurso até o Deserto do Saara

trajeto 2


Após a partida do território marroquino, completamente fascinada pelo país, tive a certeza de que há muito ainda para conhecer e muita vontade de retornar para desbravar o restante do Marrocos, em especial Fez, Meknes, Casablanca, Tânger, Asilah, Imilchil, Chefchaouen e a Praia de Legzira.

Em tempo de alta do dólar é um destino que  compensa a viagem, já que a moeda deles, o dirham, é muito barata frente ao real, sendo que com 250,00 dirham por dia, equivalente a cerca de R$ 91,77 (1 dirham = R$ 0,36 centavos, na cotação do dia 19/04/2016), você consegue comer bem, visitar algumas atrações pagas e se deslocar de táxi, caso precise. O que pode onerar um pouco o custo total da viagem é contratar guia para fazer visitas guiadas ou para a viagem ao deserto ( o que para mim funcionou muito bem, vale à pena e recomendo), já que o valor cobrado dos passeios normalmente é em euro.

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Bom, e para quem planeja conhecer esse país fascinante o que é relevante saber antes de começar a organizar a viagem? Para auxiliar vocês, separei alguns tópicos em forma de perguntas e respostas com informações importantes a respeito do país, com base nas impressões e experiência que tive, e que são dúvidas comuns de quem viaja para lá pela primeira vez.

1) COMO CHEGAR?

Há vôos diretos saindo do Brasil para o Marrocos operados pela Royal Air Maroc, que partem de São Paulo  com destino a Marrakech e fazem escala em Casablanca. Outras companhias aéreas como a espanhola Iberia, a KLM, TAP Portugal e Air France também operam vôos para o Marrocos, mas costuma ser mais longos, já que fazem escala/conexão em outros países, e também mais caros. Os vôos saindo do Brasil também aterrisam em outras cidades importantes do Marrocos, como a capital Rabat, Fez, Casablanca e Agadir.

Uma outra opção é ir para o Marrocos saindo de Portugal ou da Espanha, se esses países também integrarem o seu roteiro. Foi justamente o meu caso, pois como Madrid seria a minha primeira parada da viagem, resolvi comprar um vôo low cost da companhia aérea Ryanair saindo da capital espanhola direto para Marrakesh. Na época, para mim foi um valor razoável sabe? As passagens de ida e volta para Madrid (fui e voltei por lá) pela Air Europa (apesar de muita gente criticar essa companhia aérea, não tive problema nenhum, foi muito tranquilo, prestaram um serviço bom e de qualidade, e também foi o vôo mais barato, saindo de São Paulo, que encontrei para a época que queria – outubro de 2015) e de Madrid/Marrakesh, pela Ryanair, que custou €70.79 (equivalente a R$ 114.095, no câmbio de junho de 2015).

Aeroporto de Marrakech

Aeroporto de Marrakech

2) PRECISA DE VISTO PARA VISITAR O MARROCOS?

Brasileiros não precisam de visto para entrar no Marrocos. Mas, como ocorre na maioria dos países, é necessário para a entrada no país que o passaporte seja válido por no mínimo 06 meses, ou seja, a data de expiração do passaporte não pode exceder 06 meses contados após a sua viagem ao país.

3) É EXIGIDA ALGUMA VACINA PARA ENTRAR NO MARROCOS?

Não, mas apesar de não ser exigido qualquer cuidado especial para entrar no Marrocos, é muito importante estar em dia com vacinas contra febre amarela, hepatite, tétano, etc. Inclusive, nunca deixo de levar comigo meu Certificado de Vacina Internacional (CVI) contra a febre amarela para os destinos que viajo, mesmo nunca terem me pedido para apresentar nos países que estão na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS), como o Egito, por exemplo. A lista você encontra Aqui, foi a mais atualizada que encontrei e se alguém tiver o link de uma outra lista mais atual que essa, só deixar nos comentários ;).

Em todo caso, não deixe de levar o CVI e se você ainda não tem, não espere chegar em cima da hora de embarcar para uma viagem a um país que o exige para resolver tomar a vacina contra a febre amarela, pois é necessário que você tenha tomado com pelo menos 10 dias de antecedência. Uma vez prevenido e com a vacina tomada, você ficará 10 anos sem se preocupar com isso, que é o tempo de validade da vacina.

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3) QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR O PAÍS?

Como disse no início, o Marrocos é um país muito diversificado geograficamente e justamente por isso o país tem um clima bem variado, de acordo com a região e a estação do ano. Uma forma de se orientar é utilizar as referências das 4 estações bem definidas do hemisfério norte e escolher a época mais adequada para a sua viagem de acordo com os seus interesses.

Assim, para quem quiser fugir de extremos, sugiro evitar uma viagem ao Marrocos durante os meses de novembro a fevereiro (inverno), época de muitas chuvas, frio e neve (a não ser que seu objetivo seja esquiar em áreas de esqui, nas montanhas, como Ifrane) e de junho a agosto (verão) se a sua intenção é viajar pelo interior do país (incluindo o deserto), pois essa época li relatos de que, normalmente, é bem quente e chega a ser sufocante, o que pode não ser ruim para quem pretende viajar pela costa.

Eu viajei em outubro (outono), e o clima estava muito agradável, inclusive no deserto, um calor razoável de dia, entre 25ºC e 28ºC (moro em Cuiabá, uma das cidades mais quentes do Brasil e acreditem em mim, o calor do Marrocos para mim foi nada perto do calor de 40º que costumo enfrentar diariamente),  e um clima mais fresco e ameno de noite, entre 18º e 20ºC. Então, entre setembro e outubro é um período que recomendo viajar. Na primavera (março a maio) como as temperaturas também são amenas, imagino que seja uma boa época para se viajar para o Marrocos. Mais informações Aqui e no blog Viajo, logo existo, cujo autor viajou na primavera para lá.

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4) É SEGURO VIAJAR PARA O MARROCOS?

Por incrível que pareça e por mais que façam alarde a respeito, tendo em vista que já houve atentado terrorista por lá alguns anos atrás, o Marrocos, no geral, pareceu-me sim um país seguro para se viajar. A minha passagem por lá foi tão tranquila e a experiencia que tive foi a melhor possível (com a exceção da que vivenciei em uma Riad em Marrakesh, mas vou detalhar a situação quando for falar de hospedagem e o problema em si foi as condições do local somado à ignorância e intransigência do staff do hotel, nada a ver com terrorismo).

Embora a minha viagem tenha sido alguns meses depois dos ataques terroristas que ocorreram na Tunísia, o que deixou a região toda em alerta, e resultou no enquadramento do Marrocos como uma país de médio risco para se visitar, não mudei meus planos de viajar para lá (nem para o Egito e nem para a Turquia) e não me arrependi nem um pouco. E a verdade é que, atualmente, o mesmo risco que se corre lá, se corre em outros lugares do mundo, e não dá para esperar que o mundo esteja em completa paz para colocar a mochila nas costas (no meu caso a mala de rodinhas em mãos!) e desbravar esse mundão que tem tanta coisa linda para ser visitada.

Já quanto a crimes violentos, como assaltos, não há muito com o que preocupar, pois a exemplo do que ocorre em outros países muçulmanos,  a impressão que se tem é que no Marrocos não há tolerância em relação ao assunto e são considerados muito graves. Porém, a lógica, principalmente em grandes cidades, como Marrakech, é sempre tomar cuidado e ter muita atenção, para evitar dores de cabeça desnecessárias.

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5) O MARROCOS É TRANQUILO PARA MULHERES VIAJAREM SOZINHAS?

Essa é uma das questões que mais me preocupava quando iniciei os planejamentos da minha viagem, porque iríamos apenas eu e minha mãe (mamis já se tornou minha grande companheira de viagens e não abro mão de levá-la quando posso pagar todas as despesas, e vou dizer, essa minha iniciativa de presentear meus pais com viagens serviu de inspiração para os meus amigos fazerem igual, o que já virou tendência entre a gente e os respectivos pais agradecem!;]) e por mais que estivéssemos juntas, não teríamos nenhuma figura masculina para nos acompanhar.

A maioria dos relatos que li antes de viajar foi no sentido de não recomendar a viagem ao Marrocos para mulheres desacompanhadas, para evitar assédio nas ruas, situações constrangedoras, olhares constantes e indesejáveis, coisa e tal. E para ser bem sincera é perceptível umas encaradas dos homens nas ruas viu? Afinal, por mais discreta que você esteja, com roupas comportadas, sem mostrar pele nenhuma, difícil não dar bandeira que é turista né? E por esse motivo, quase impossível não chamar atenção.

Uma característica muito marcante dos homens marroquinos é que eles são muito galanteadores sabe? E passei por situações em que recebi muita atenção e até flores de um deles no segundo Riad que fiquei hospedada, de um bérbere no deserto que queria me trocar por camelos (essa é uma brincadeira comum que fazem por lá, mas não recomendo dar corda, vai que levam a sério? rsrsrs) e outro que pediu para me adicionar no zap zap, mas nada que passasse dos limites ou que me ofendesse e desrespeitasse. Sem falar que, é claro, cabe a nós impor os limites, isso em qualquer lugar e qualquer situação, e quando eu percebo algo que não me agrada já corto logo.

Imagino que para mulheres que estiverem completamente em viagem solo de fato o assédio seja maior, mas sinceramente? Não presenciei nada absurdo, nada anormal (repito que a única situação desagradável que eu e minha mãe vivenciamos foi no primeiro Riad que nos hospedamos e passamos apenas uma noite e nesse momento desejei que estivéssemos acompanhadas de um homem para ajudar na resolução do problema que tivemos, mas como disse antes esse assunto abordarei no post sobre hospedagem em Marrakech), e por esse motivo, de um modo geral, pela experiência que tive acho bem tranquilo mulheres viajarem sozinhas para o Marrocos sim.

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6) É RECOMENDÁVEL CONTRATAR GUIA PARA A VIAGEM?

 Sim! Com certeza! Quem me conhece sabe que todas as minhas viagens faço de forma independente e não costumo contratar excursões, guias, pois eu mesma cuido de todos os aspectos da viagem, em especial o roteiro.

Mas, no caso do Marrocos (e também do Egito, me arrependi depois de não ter contratado guia na Turquia ) achei necessário contratar guias locais seja para visitar as atrações de Marrakech para otimizar o meu tempo por lá, seja para a viagem ao deserto, pois foi a minha primeira viagem a países muçulmanos e achei importante contar com alguém que pudesse nos mostrar de forma mais profunda e completa a cultura, a história e os costumes locais. E vou dizer, foi uma decisão muito acertada e resultou em uma experiência sem igual, extremamente enriquecedora.

Em Marrakech a guia que nos acompanhou foi a Aziza Santiago e a descobri no relato do casal que escreve o blog Do Pão ao Caviar. E a Aziza foi simplesmente um achado! Ela é meio marroquina e meio portuguesa, fala 05 línguas, incluindo português, é um encanto de pessoa, muito profissional, querida, agradável, atenciosa e prestativa (me ajudou muito no problema que tivemos com aquele infame Riad) e foi uma das responsáveis por tornar a nossa estadia no Marrocos mais inesquecível ainda. Resultado: se tornou amiga minha e de mamis. Além de fazer visitas guiadas nas principais atrações de Marrakech, ela tem uma agência de viagens que organiza os mais variados passeios pelo Marrocos, entre os quais se inclui o Deserto do Saara e a visita a Essaouira. Acertei tudo com ela por email meses antes da viagem e tudo correu perfeitamente bem. Recomendo muito!

Contatos da Aziza:

email: azizasantiago@gmail.com

Whatsapp: +212 6 65 046691

Com a Aziza e o motorista que faz parte da sua equipe

Com a Aziza e o motorista que faz parte da sua equipe

Já para a minha jornada rumo ao Deserto do Saara fechei com a Rita Leitão, também portuguesa, que mora em Ourzazate e também tem uma agência de viagens. Apesar de ter me hospedado no Riad da qual ela é proprietária ( o Dar Rita) já que fazia parte do pacote, e ter passado pela agência dela em Ourzazate, acreditam que não a conheci? Infelizmente, pois pelos emails que troquei sempre foi muito gentil e simpática. Essa viagem feita pela agência da Rita foi maravilhosa, os serviços prestados foram muito bons e o guia/motorista que esteve com a gente os 03 dias, o Ahmed é uma figura, gentil e muito profissional (apesar de ter atrapalhado algumas fotos que tirei e saiu de “beira” ao fundo o do lado, mas certeza que essa não era a intenção dele rsrsrs) e também recomendo. Mas, os detalhes sobre a viagem ao deserto serão contados em outra oportunidade, aguardem!

Contatos da Rita

email: darritamaroc@gmail.com

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OUTRAS DICAS ÚTEIS

Imigração: Sempre leve uma caneta com você, porque tanto para entrar quanto para sair do país é necessário preencher um formulário com vários dados que vão desde número de passaporte a informações sobre o local de hospedagem.

Moeda: É o Dirham marroquino.

Câmbio: Depois de muita pesquisa, achei mais vantajoso levar Euro (€) para trocar pelo Dirham. Logo que cheguei em Marrakech fiz o câmbio no aeroporto mesmo, em virtude disso não procurei casas de câmbio na cidade. Durante a minha estadia no Marrocos precisei sacar dinheiro em caixa eletrônico e não tive qualquer dificuldade. Como algumas coisas podem ser cobradas em Euro (€), como passeios com guia, sempre bom já deixar separado a quantia que vai utilizar na moeda europeia.

Fuso horário: +3h (considerando o horário de Brasília).

Idioma: A língua oficial é o árabe marroquino (Darijá). Mas, em alguns estabelecimentos/lugares é possível falar inglês e se fazer entender. A segunda língua mais utilizada no país é o francês.


Algumas expressões em árabe marroquino para se acostumar:

“Choukran” – obrigado/a

“Sebá alrrére” – Bom dia

“Salam Aleikum” (Salamaleico) – A paz de Deus esteja com você


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Vestuário: Como se trata de um país muçulmano e culturalmente muito diferente do que estamos acostumados, aconselho levar na bagagem roupas comportadas, discretas, e evitar shorts e saias curtas, e também decotes, em respeito aos costumes locais. Eu usei durante a minha viagem um macacão que tinha um cumprimento razoável, mas que deixava à mostra as minhas pernas, não me senti mal, tampouco censurada (vi algumas turistas com roupa bem mais curta e estavam muito de boa), porém não sei se seria tranquilo andar pela Medina vestida assim, me senti mais confortável para usar porque foi um dia que passei praticamente no carro, viajando, então foi tranquilo. Essa recomendação de não mostrar pele demais vale para homens também, já que exposições desse tipo podem causar certa estranheza.

No museu de Marrakech

No museu de Marrakech

Comida: A comida marroquina é uma atração a parte e imperdível! Nos dias que estive no país fiz uma verdadeira imersão na gastronomia local e amei. A comida é saborosa, sem muito sal, usam temperos variados e é bem apimentada. Não saia do país sem provar um bom carneiro, o gostoso tajine (frango ou carne cozidos com vegetais), o couscous marroquino e o famoso chai. ATENÇÃO! Só aconselho não exagerar nas deliciosas azeitonas que eles costuma servir de aperitivo na maioria dos restaurantes, pois elas são muito apimentadas e eu como não resistia, sempre comia, acabei passando mal por alguns dias como consequência.

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Compras: Pechinchar é a regra! Como a barganha está intrínseca na cultura local, é muito interessante lidar com os vendedores, principalmente na Medina, e jamais aceitar o valor que é apresentado logo de cara. Sempre pechinche e, óbvio, nas lojas que tiver abertura para isso, pois em algumas já tem preços fixos, sem qualquer espaço para barganhar. Outra coisa que você tem de saber lidar e ter jogo de cintura é com a insistência dos vendedores para oferecer seus produtos, especialmente nas ruas onde quase te laçam para vender algum produto. Isso ocorre também nas lojas, então se você não tem intenção nenhuma de fazer compras nem invente de entrar nas lojas, pois os vendedores costuma insistir demais e é bem capaz de você sair da loja levando algo que nem pretendia comprar só para se livrar da insistência dos vendedores.

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Bijouteria Bérbere: super comprei, mas pechinchei muito antes!

Transporte: Durante a minhas estadia no Marrocos tive a oportunidade de utilizar carros particulares (transfers agendados pelo hotel para me deslocar do aeroporto-hotel e vice-versa, bem como os passeios que fiz com guia) e táxis. Não usei transporte público em nenhuma oportunidade, justamente porque estava com guia e nas oportunidades em que não estava utilizei táxi, para otimizar meu tempo.

Sobre os táxis importante deixar algumas dicas aqui. Táxis no Marrocos são um pouco complicados quando você não é local, e por isso a melhor opção é pedir que o hotel/riad chame um táxi e tire as suas dúvidas a respeito, pois como em qualquer lugar do mundo é importante sempre se informar antes quanto custa uma corrida até o lugar que você pretende ir, já que é bem provável encontrar um taxista espertinho. A maior dificuldade é a comunicação, porque não são todos que falam ou entendem bem inglês, motivo pelo qual sempre bom contar com o auxílio de alguém do local em que você estiver hospedado. Se o táxi tiver taxímetro, peça para que seja ligado, se o taxista não quiser, melhor descer e perguntar desde logo quanto ele vai cobrar para de te deixar no destino desejado. O problema é que muitas vezes alguns taxistas não querem ligar o taxímetro e  quando você combinar um preço, em geral tentam te cobrar um valor mais caro. Tive uma experiência em que me senti lesada em Marrakesh quando o taxista nos levou ao Jardim Majorelle e tenho certeza que ele cobrou mais caro do que o normal para nos levar, porém nem pude discutir, justamente porque ele não entendia o inglês. Então, fique atento! Os táxis normalmente são bem velhos, de um cor bege desbotada e não dá para escolher muito.

Deslocamentos dentro do país: As viagens que fiz pelo interior rumo ao deserto foram de carro 4×4, e foi tudo organizado pela agência da Rita que mencionei lá em cima. O deslocamento de carro nesse caso é bem interessante pelo fato de que você tem a possibilidade de ver muitas paisagens diferentes e conhecer vilarejos e cidades ao longo do caminho.

Já os deslocamentos entre as principais cidades do Marrocos podem ser feitas por avião ou trem. No site da companhia marroquina Aqui de trem é possível ver os horários de partida e chegada dos trens (saindo de várias cidades) e também efetuar a compra dos tickets. É uma opção de transporte que curto muito e se fosse ficar mais tempo no país e fosse para outras cidades do Marrocos utilizaria certamente.

Não pode faltar na sua mala: Muitos lenços, batas, e um frasquinho de álcool e gel (necessário no dia-dia e em qualquer viagem!).

Jardim Majorelle: uma das atrações de Marrakech

Jardim Majorelle: uma das atrações de Marrakech

O Marrocos é fascinante demais e uma vez no país se perca, aproveite e entre de cabeça no mundo marroquino. Nos próximos posts sobre Marrocos falarei sobre os lugares que conheci no país e também sobre hospedagem. Aguardem!

Gostou do post? Tem alguma dica ou sugestão para compartilhar? Deixe o seu comentário! Ficarei muito contente.;)

Até breve.

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11 Comentários

  • Reply Karla Viana 3 de março de 2017 at 13:58

    Oi Aliny, estou aqui lendo seus relatos e quase caio dura quando vejo que você mora em Cuiabá kkkkkkk, também moro.
    E difícil encontrar pessoas viajantes como você da nossa cidade, pelo menos você e a primeira que conheço.
    Já estou seguindo no instagram pra não perder nada, e certeza que vou pegar suas dicas de viagens pois amo viajar.

    • Reply Aliny Matos 21 de maio de 2017 at 21:16

      Oi Karla! Que maravilha! Fico tão contente de ouvir isso! Moro em Cuiabá e sou cuiabana hehehe mas, vivo com rodinhas nos pés por aí, viajar é bom demais né? Muito obrigada pelo carinho! Continue acompanhando sim, pois ainda vem muitas novidades por aí (e espero muitas viagens!) Dá um alô lá no insta depois, quem sabe a gente não se encontra por aqui? Beijos!

  • Reply Laura 31 de janeiro de 2017 at 00:02

    Oi Aliny! Adorei conhecer seu blog pesquisando sobre o Marrocos. Os posts foram muito esclarecedores e me animaram ainda mais pra essa viagem! As fotos são lindas e os textos bem escritos e informativos. Obrigada pela disponibilidade em ajudar e parabéns pelo blog!!

  • Reply Débora Fulas 2 de janeiro de 2017 at 17:59

    Olá Aliny, parabéns, excelente e muito completo seu post. Tenho imensa curiosidade em conhecer Marrocos, mas sempre ouvi relatos não muito animadores kkk por conta da cultura, e por ser um país mulçulmano, tinha receio, geralmente viajo só com minha mãe também, e confesso que você me incentivou novamente a essa viagem, e pretendo fazê-la lá por setembro e outubro deste ano. Gostaria de saber, em média, claro que por alto quanto devo reservar em dinheiro, fora o custo de passagens. Pois sei que depende muito dos passeios, hospedagens, lugares para comer, enfim, mas gostaria de ter uma idéia somente. Parabéns pelo blog e ótimo post. Abraços

    • Reply Aliny Matos 24 de janeiro de 2017 at 02:22

      Oiee Débora! Desculpe a demora para responder, mas passei por algumas semanas puxadas. Muito contente de saber que você gostou do post! Também amo viajar com minha mãe! A melhor companhia né? Então, o valor que você vai precisar reservar para pagar o básico (hospedagem, alimentação, transporte, etc.) vai depender muito do tipo de viagem que você gostaria de fazer sabe? Qual roteiro você pretende fazer (só Marrakech e Deserto do Saara, ou mais cidades), quantos dias de hospedagem e qual tipo de acomodação você está disposta a pagar, porque opções e valores de hotéis/riad são muito variáveis de acordo com o tipo de hospedagem escolhida. Embora o Dirham (moeda marroquina) seja barato frente ao real, como se trata de uma moeda exótica e que muitas vezes não tem para vender nas casas de câmbio do Brasil (e se tiver sai muito mais caro que comprar lá) recomendo levar Euro para fazer o câmbio lá viu? (como já alertei no post sobre o planejamento da viagem ao Marrocos). E isso acaba onerando um pouco os gastos com a viagem. Quantos aos gastos com alimentação/transporte e ingressos para algumas atrações eu gastei em média entre 250 e 315 Dirham (o que em real daria entre 80,00 e 100,00 reais).Mas, tudo acaba variando de acordo com o câmbio, especialmente pelo fato de que vai ser necessário levar outra moeda, no caso o euro (melhor para trocar lá do que o dólar). E ainda tem as comprinhas né? No Marrocos tem muita coisa bacana para comprar. Então, o custo total da viagem vai depender muito do seu planejamento, mas eu sugeriria que você reservasse no mínimo cerca de 3 mil reais para os gastos com a viagem (tirando o valor da passagem). Porém, como disse acima, vai depender muito do seu roteiro, do tipo de acomodação que você vai querer reservar e quais passeios pretende fazer. Espero ter ajudado. Se você quiser trocar mais uma ideia comigo sobre o assunto, estou à disposição viu? Bjos

  • Reply Dayane 2 de outubro de 2016 at 04:35

    Olá Aline.
    Gostaria de saber mais sobre a ida de marrocos ao egito.

    • Reply Aliny Matos 12 de novembro de 2016 at 21:46

      Oiee Dayane! Tudo jóia? Desculpe a demora, mas estive ausente do blog essas últimas semanas. Então, faço as minhas viagens todas de forma independente e eu fui do Marrocos (saindo de Marrakech) para o Egito (Cairo) pela companhia aérea Royal Air Maroc, mas comprei a passagem pelo site da Viajanet, que é um buscador de passagens e intermediária para a compra com essas companhias aéreas internacionais. Utilizei essa opção porque não consegui comprar diretamente pelo site da Royal Air Maroc. Para encontrar melhores preços de passagens e também ver quais companhias aéreas fazem os trecho que você está interessada recomendo o Skyscanner Brasil, o Kayak e o Viajanet. Espero ter esclarecido as suas dúvidas. Se tiver mais alguma questão, não hesite em me contatar. bjos e obrigada pela visita.

  • Reply Karolinne 7 de agosto de 2016 at 02:01

    ah, uma dúvida, onde vocês se hospedaram em Marrakesh?

    • Reply Aliny Matos 14 de agosto de 2016 at 01:30

      Karolinne, sobre a hospedagem está faltando eu postar aqui. Pretendo fazer esse post em breve com todos os detalhes. Para adiantar, já te digo que em Marrakesh me hospedei na Medina em um Riad (para ter essa experiência), no Riad Maialou http://riadmaialou.com/ e também no bairro Palmerie em um hotel chamado Dar Sabra (a gerente é brasileira e foi maravilhosa a minha experiência). Recomendo muito. Bjos

  • Reply Karolinne 7 de agosto de 2016 at 01:58

    Nossa, seu post era exatamente tudo que estava precisando pra viagem que pretendo fazer próximo ano em abril!! Parabéns, muito completo e detalhado.
    Os emails que você trocou com as empresas para combinar os passeios eram em português? Vou tentar ir com os passeios fechados, não gosto disso, mas pelo relatos imagino que seja a melhor escolha.

    • Reply Aliny Matos 14 de agosto de 2016 at 01:20

      Karolinne, muito obrigada! Estou bem feliz por você ter lido e gostado do post! Sim, todos me responderam e falaram comigo em português. a Rita e a Aziza são uns amores;) Eu também não gosto de fazer passeios fechados, mas no caso do Marrocos (e do Egito que ainda vou contar por aqui) preferi fechar com guia sabe? Marrakech fiz com a Aziza (como contei no post) e o Deserto com a agência da Rita e fomos só eu e minha mãe, nada a ver com excursão viu? O ritmo era nosso, e vimos o que queríamos, sem exposição. Achei bem melhor fechar antes de viajar, bem mais tranquilo e justamente por ser minha primeira vez um país muçulmano preferi ir dessa forma. Na Turquia não fechei passeio com guia e me arrependi, porque aproveitei bem mais no Marrocos e no Egito que fechei guia que fala português.

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