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Deserto do Saara: uma experiência inesquecível

26 de junho de 2016
Deserto do Saara

No post anterior, trouxe dicas para vocês de como planejar e comprar o tour para passar uma noite no Deserto do Saara, o deserto mais quente do mundo, que você confere aqui. Neste post, vou contar para vocês, em detalhes, como foi essa experiência única e inesquecível que vivi no Saara marroquino. Vem comigo!

Bom, antes de tudo, vamos conferir por onde andei até chegar ao Deserto do Saara?

PERCURSO ATÉ O DESERTO DO SAARA

A programação do roteiro para o tour ao Saara que contratei foi o seguinte:

Dia 01: Marrakech – Telouet Kasbah – Ait Benhaddou – Ouarzazate

Dia 02 – Ouarzazate – Agdz – Vale do Draa – Nkob – Alnif – Rissani – Merzouga

Dia 03 – Merzouga – retorno para Marrakech

Mapa - Rota de Marrakech a Merzouga

 

DIA 01 – VIAGEM RUMO AO DESERTO DO SAARA

No dia combinado para iniciar o tour que contratamos com a agência da portuguesa Rita (contei no post anterior), o guia/motorista nos buscou no Riad que estávamos hospedadas, bem cedo logo após o café da manhã, e em seguida partimos para a estrada. No caminho, passamos pelas imponentes Montanhas Atlas, seguindo pela estrada montanhosa Tizi n’Tichka que cruza todo o Alto Atlas com parada em um ponto para tirarmos fotos.

Marrocos Montanhas Atlas

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Depois, a viagem seguiu rumo a Telouet, vila berbere encrustada em um vale elevado da cordilheira do Alto Atlas, que fica a aproximadamente 3h de carro de Marrakech. Nessa vila, a grande atração é o Kasbah (castelo ou palácio) de Telouet que o nosso guia Ahmed explicou que pertenceu a um líder berbere local chamado Thami El Glaoui, um assumido apoiador dos franceses durante a ocupação colonial francesa no Marrocos. El Glaoui foi uma das personalidades políticas mais importantes do Marrocos, porém o apoio que recebeu das autoridades coloniais francesas se voltou contra ele mais tarde quando o movimento pela independência do país ganhou força e teve que abandonar o seu Kasbah após o país se tornar independente, em 1956.

Kasbah de Telouet

Kasbah de Telouet

O Kasbah de Telouet, apesar da passagem do tempo, ainda está bem conservado, principalmente por dentro. Inclusive quem vê o Kasbah por fora, em ruínas, não imagina como ele é magnífico em seu interior!

Kasbah Telouet interior

E em seu bonito interior é possível notar as características marcantes da arquitetura e decoração marroquina, cujas cores utilizadas sempre apresentam algum significado. Um exemplo: a cor verdes que simboliza a nobreza e apenas poderia ser utilizada em palácios da realeza ou de edifícios religiosos.


SABIA QUE… Os Kasbahs marroquinos são pequenas cidades muradas localizadas nas rotas que faziam parte das caravanas que circulavam entre o Deserto do Saara e Marrakech e vice-versa.


Interior Kasbah de Telouet 5

Essa foi uma parada muito interessante, não só pela beleza do lugar, mas também por ter conhecido um pouco mais da história do universo marroquino. Não deixe de subir até o terraço do Kasbah de Telouet para contemplar a paisagem e também tirar fotos do seu exterior visto de cima.

Kasbah Telouet exterior

Inclusive, Telouet conta com alguns hotéis e restaurantes para atender os turistas que passam por ali. Depois dessa visita ao Kasbah de Telouet almoçamos na vila e depois seguimos viagem.

A próxima parada foi em Ait Benhaddou que, depois das dunas do Deserto do Saara, era um dos lugares que mais tinha curiosidade de conhecer durante esse passeio. Para quem assiste Game Of Thrones esse lugar é bem conhecido, uma vez que Ait Benhaddou serviu de locação das cenas de Daenerys Targaryen na Baía dos Escravos e na Cidades Livres, cenários da série.

Ait Benhaddou 1

Ait Benhaddou ao fundo

Ait Benhaddou é uma cidade fortificada (ksar), localizada em uma colina vizinha ao Rio Ouarzazate. Foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987 e apresenta uma arquitetura muito marcante, típica do sul do Marrocos. A cidade tem um passado histórico, já que fica entre a antiga rota de caravanas que atravessavam o Saara em direção à Marrakech e que também faziam o caminho contrário.

O povoado já foi bastante habitado, porém atualmente poucas famílias vivem ali e a sua fonte de subsistência é o turismo. Ao caminhar no interior do ksar, é possível encontrar várias lojinhas que expõem à venda bijouterias berbere, pratos coloridos marroquinos, roupas, pinturas, lembrancinhas, o que é uma oportunidade para fazer algumas comprinhas.

Ait Benhaddou

Ait Benhaddou

Ait Benhaddou 2

Fiquei simplesmente apaixonada por esse vilarejo e muito impressionada com a sua fotogenia. Não é à toa que já foi cenário de vários filmes, como Gladiador, Lawrence da Arábia, A Múmia…E alguém se lembra dessas ruínas na novela O Clone? Foi em Ait Benhaddou que foram gravadas várias das cenas do romance escondido de Jade e Lucas, os personagens de Giovana Antonelli e Murilo Benício. Não deixe de subir até o ponto mais alto do ksar, pois a vista vale à pena e rende algumas fotos lindas.

Ait Benhaddou 3

Após ficar um bom tempo em Ait Benhaddou para conhecer o lugar e fotografar, seguimos viagem para a nossa última parada do dia e a cidade onde passaríamos a noite: Ouarzazate, que é sede dos estúdios Atlas de Cinema, onde também foram filmadas cenas dos filmes que citei acima. Uma das atrações da cidade é o Museu do Cinema, onde se encontram expostas peças e vestuários utilizados em vários desses filmes.

Ouarzazate

Como estávamos muito cansadas, não fizemos nenhum tour pela cidade. Optamos por seguir para o Hotel Dar Rita, onde nos hospedamos. O hotel é pequeno e simples, mas bem cuidado e limpo, tem wi-fi e como éramos as únicas hóspedes naquela noite, tivemos um tratamento exclusivo e fomos muito bem acolhidas.

Hotel-Ouarzazate1

Hotel Dar Rita FONTE: Dar Rita

Uma pena que não tive a oportunidade de conhecer a Rita, dona da agência a qual contratei para o tour ao Dserto do Saara, pois ela não estava lá, mas foi uma hospedagem bem agradável. O jantar que nos foi servido estava uma delícia e incluía pratos tradicionais marroquinos, como a sopa Harira, pão árabe e tajine. Comemos bem e ficamos bastante satisfeitas.

DIA 02 – VIAGEM RUMO AO DESERTO DO SAARA

No dia seguinte, levantamos super cedo, tomamos café da manhã, também tradicional, com crepes, pães, frutas, suco de laranja, chá, mel, manteiga, pasta de argan, e no horário combinado com o guia/motorista (8h00) saímos rumo ao segundo dia de viagem.

Estradas Marrocos

No caminho, passamos pelo Palmeiral de Tinghir e paramos para comprar tâmaras, fruta típica muito saborosa da região sul do Marrocos e que fomos comendo ao longo da viagem.

Palmeiral Marrocos

Durante o trajeto, paramos também em Kelaat – M’Gouna, no Vale das Rosas, região famosa pelas plantações de rosas. Nessa cidade o destaque vai para várias lojas que vendem produtos variados feitos de rosas, como perfumes, cremes hidratantes, etc. Paramos em uma delas, onde foi explicado como é feita a produção e comprei um perfume de rosas que achei bem cheiroso que custou 20 dirham. É nessa região que ocorre anualmente, no mês de maio, a popular Festa das Rosas que celebra a chegada das flores no Vale do Dades.

Vale das Rosas - Loja 1

Uma das coisas que mais me encantou durante essa viagem pelo interior do Marrocos pelas suas estradas sinuosas rumo ao Deserto do Saara foi essa diversidade de paisagens, mistura de cores e cultura que tornam o país tão fascinante e exótico. No decorrer do percurso, passamos por diversos vilarejos perdidos no tempo e lugares lindos como Agdz, Vale do Draa, Nkob e Tazzarine, cujas paisagens diversificadas e rochosas características da região do Saara que vimos ao longo das estradas marroquinas faziam com que aumentasse ainda mais a nossa ansiedade para chegar ao deserto.

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Marrocos Vilarejo

E a parada que mais me deixou maravilhada nesse segundo dia antes de chegar ao deserto foi nas Gargantas de Todra, canyons rochosos espetaculares, de origem vulcânica milenar, e muito populares no Marrocos para quem curte fazer escalada. Inclusive, durante a minha passagem por lá visualizei alguns corajosos escalando, mas estavam em uma altura inalcançável  pelas lentes da minha câmera, pois eram apenas pontinhos ao longe.

Gargantas de Todra

Aliás, as Gargantas de Todra são tão grandiosas que, gente, sério, difícil conseguir tirar fotos que as enquadrem sem cortar algumas partes das rochas. Uma curiosidade é que as gargantas ou canyons são formadas pelo fluxo dos rios que são sazonais, com períodos de cheia, normalmente de janeiro a abril, devido à precipitação e fusão das neves, e na época em que a água dos rios fica escassa dão origem a essas abertutras impressionantes. No caso das Gargantas de Todra é o Rio Todra que passa por ali.

Gargantas de Todra 2

Em seguida, depois de admirar por um tempo os canyons das Gargantas de Todra, voltamos para a estrada e um tempinho depois paramos em Alnif para almoçar. O restaurante que paramos (esqueci de anotar o nome!) eu não gostei muito não, porém não me lembro de ter visto outras opções no caminho.


Você pode se interessar também por: 

Como passar uma noite no Deserto do Saara?


O DESERTO DO SAARA

Após o almoço, ainda percorremos cerca de 3h e meia de estrada até finalmente chegar à Merzouga, uma das portas de entrada do Deserto do Saara no Marrocos.

Paramos no Hotel Auberg Du Sud, o nosso ponto de partida para adentrar o deserto do Saara e pude ver de perto o luxo que é esse hotel que tem uma piscina de frente para as impressionantes dunas do deserto. Aproveitei o pouco tempo que tive por ali para tirar algumas fotos e ficar babando nesse hotel.

Auberg Du Sud 2Auberg Du Sud

Certamente, se tivesse mais uma noite disponível me hospedaria ali com certeza, mas como a minha prioridade era ter a experiência de dormir uma noite no acampamento no coração do Deserto do Saara, deixei o hotel para uma próxima oportunidade.

Depois de babar na vista privilegiada da piscina do Hotel Auberg Du Sud, compramos água, deixamos a mala no carro, pois carregamos conosco apenas o essencial na mochila, e seguimos com o guia para o ponto em que os dromedários nos esperavam, uma vez que precisávamos partir por volta de 16h40 para conseguir assistir ao pôr do sol no deserto.

Deserto do Saara

A preparação toda para subir nos dromedários foi muito engraçada, porque na hora dá um medinho sabe? Já que eles ficam abaixados para subirmos neles e depois levantam com o comando dado pelos bérberes, e os bichinhos são bem altos, gente! Mas, é só segurar firme, deixar a tranquilidade imperar e pronto, dói nada! Quando você se dá conta já tá montado e pronto para seguir viagem (pena que não gravei um vídeozinho para registrar esse momento da subida nos dromedários, mas as fotos estão aí  como registro do momento).

Saara Dromedário 2


CURIOSIDADE! Sabiam que o animal símbolo do Deserto do Saara é o dromedário e não o camelo, como todos imaginam? A diferença básica entre os dois animais é que o dromedário, mais presente na África e no Oriente Médio, tem apenas uma corcunda, enquanto que o camelo tem duas corcundas e é encontrado mais comumente na Ásia. O dromedário é o melhor meio de transporte na região desértica do Saara e pode ficar até 15 dias sem beber água.


No momento em que todos estão acomodados em seus respectivos dromedários, os berberes assumem a caravana e nos guiam pelo mágico e impressionante Deserto do Saara, rumo ao acampamento. Durante o trajeto, impossível não ficar embasbacado com aquelas imensas dunas, natureza única e a sua beleza. Isso sem falar na paz e silêncio que o lugar evoca.

Deserto do Saara 21

No caminho, mais uma caravana de pessoas se juntou a nós e com o sol mais baixo era possível ver as sombras dos dromedários nas dunas. E é claro que não deixei de registrar essa foto tradicional das sombras dos dromedários, bem característica do deserto do Saara.

Deserto do Saara - foto clássica

Em um determinado ponto, na imensidão daquelas dunas, paramos para assistir ao pôr do sol. Confesso para vocês que o pôr do sol no Deserto do Saara foi uma das coisas mais lindas que já vi nessa minha vida de viagens. É só parar, ficar quietinho e admirar essa maravilha da natureza em um cenário espetacular, criações fantásticas de Deus.

Deserto do Saara 10

Deserto do Saara 9

Uma pena que a minha câmera não colaborou muito, pois algumas fotos saíram desfocadas e na verdade quando cheguei ao acampamento descobri que a culpa era minha mesma que, sem querer, mexi nas configurações e precisei da ajuda de um simpático brasileiro e de sua esposa que conheci por lá para ajeitar esse pequeno problema. A sorte é que meu celular ainda tinha um pouco de bateria e consegui algumas fotos melhores antes dele “morrer”.

Deserto do Saara 8

O trajeto a bordo dos dromedários durou cerca de 1h30 e chegamos no acampamento ao anoitecer, logo após o sensacional pôr do sol que presenciamos. O Deserto do Saara é um lugar mágico, gente, pois vocês não fazem ideia da lindeza que a noite por lá também.

Deserto do Saara 12

Um céu extremamente estrelado, uma lua perolada e linda contrastando com aquelas dunas incríveis. Infelizmente não consegui tirar uma foto decente da noite no deserto, uma vez que a lente da câmera não conseguiu captar decentemente a realidade do cenário (e o meu celular sem bateria não pôde me salvar, no acampamento os berberes colocaram o celular para carregar durante o jantar e fiquei eternamente agradecida, já que pude contar com ele, além da câmera, no dia seguinte para tirar fotos e fazer vídeos), porém é uma cena inesquecível que guardo na memória.

Ao adentrar no acampamento, fomos recebidos pelos berberes que trabalham para o Hotel Auberg Du Sud e que cuidam de cada aspecto de tudo ali, desde à limpeza, o trato dos dromedários, até à comida servida para os turistas (só homens gente, nenhuma mulher no comando, inclusive, pelo que observei durante a minha estadia no Marrocos é muito comum ver os homens trabalhando diretamente com os turistas sabe? seja nos Riads, restaurantes, comércio, vi mulheres trabalhando mais em cooperativas de Argan, uma das riquezas do país).

Deserto do Saara - Acampamento 1

A recepção rolou com um chá típico marroquino e muitos biscoitos típicos. Foi bem agradável e pudemos ter contato com os outros turistas que também passaram a noite ali. No total não passavam de 20 pessoas, entre alemães, americanos e muitos espanhóis e de brasileiros havíamos nós e mais um casal de São Paulo.

Deserto do Saara - Acampamento

Depois, fomos conhecer as nossas instalações. Amei a tenda que ficamos, como disse anteriormente, tinha cama e banheiro com vaso sanitário e chuveiro. Bem tranquilo e confortável.

Nossa tenda (a da direita): tirei foto no dia seguinte, com a luz do dia

Nossa tenda (a da direita): tirei foto no dia seguinte, com a luz do dia

O jantar foi servido na tenda principal, que fica no centro do acampamento, e foi uma noite memorável e animada. A comida deliciosa, foi servida em pratos individuais. No cardápio tinha frango, azeitonas, e uma carne de carneiro com um molho delicioso. Foi uma das melhores comidas que comi no Marrocos. De sobremesa foram servidas frutas (banana, uva romã…).

Jantar Deserto do Saara 5

Jantar Deserto do Saara 2

Como haviam entre os turistas alguns aniversariantes naquela noite, vocês acreditam que os berberes haviam feito bolo para a comemoração? Achei muito legal e foi divertido demais. Depois, os berberes fizeram apresentação de música e dança, momento em que até me arrisquei a tocar tambor com eles, mas como não levo jeito, fiz só pose bonita para foto mesmo.

Jantar Deserto do Saara 4

Antes de dormir, ainda ficamos admirando aquele céu estrelado maravilhoso e sem palavras para descrever quão mágico e incrível é aquele lugar (de novo, mais uma vez, fico penalizada com a minha inabilidade fotográfica, mas não saiu nenhuma foto decente da noite no deserto mesmo, não tinha tripé e a lente também não ajudava, vai ficar para uma próxima).

DIA 03 – O DESERTO DO SAARA

No dia seguinte, após uma noite mágica e estrelada em pleno Deserto do Saara, madrugamos às 5h00 da manhã para ver o nascer do sol, um espetáculo sem igual!

Deserto do Saara - nascer do sol

Excelente motivo para madrugar não é? Como eu sou muito mole, não consegui subir as dunas para ver o sol nascer do outro lado. Juro que eu tentei, mas depois de quase perder meus óculos naquele mar de areia e não conseguir sair do lugar, desisti. E assisti de lá de baixo mesmo.

Deserto do Saara - nascer do sol 1

Após nos maravilharmos com o nascer do sol no deserto, foi servido um café da manhã tradicional marroquino delicioso na tenda principal. A minha maior perdição foram as geleias, sempre saborosíssimas!

Deserto do Saara - café da manhã

Em seguida, a bordo do nosso táxi particular no deserto, os encantadores dromedários, fizemos o caminho inverso para retornar ao ponto de partida da nossa aventura e levantar acampamento para voltar para Marrakech.

E durante esse caminho de volta, naquela imensidão do Deserto do Saara, tivemos a oportunidade de vivenciar mais momentos inesquecíveis ao nos ver rodeados por aquelas dunas imensas, laranjadas, cobertas pelo sol, nos dando a sensação do quanto somos pequenos e a conclusão do quão privilegiados éramos de ter a oportunidade de conferir de pertinho aquela maravilhosidade toda.

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Cenário fantástico, mágico e inesquecível! É incrível a diferença que as luzes fazem refletindo as dunas do deserto, que resultam em uma profusão de cores diferentes de acordo com a mudança da luz, como é possível observas nas fotos de fim da tarde, noite, do amanhecer (todas acima) e durante a manhã…um cenário impossível de se esquecer e muito fácil se maravilhar!

Deserto do Saara - dromedário

Deserto do Saara 22

O RETORNO PARA MARRAKECH

Ao final do percurso, nos juntamos novamente com o nosso guia e seguimos viagem de carro de volta para Marrakech por um caminho diferente do que fizemos na ida.

Estávamos cansadas, mas felizes pela linda experiência que vivemos no Deserto do Saara, e mesmo com vestígios de cansaço pudemos apreciar as lindas paisagens do interior marroquino que o caminho de volta nos proporcionou, passando por vales, cadeias montanhosas, cidades pequenas e vilarejos.

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Porém, como a distância até Marrakech era longa, durante o trajeto paramos poucas vezes para tirar algumas fotos e também para almoçar.

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Foi um dia longo de viagem, pois chegamos em Marrakech quase 21h00, depois de mais de 11 horas de estrada, famintas e sedentas por uma boa noite de sono, já que no outro dia tínhamos programação para curtir nossos últimos dias no Marrocos.

E o que dizer da experiência no Deserto do Saara? Sem sombra de dúvida, posso afirmar que foi uma das experiências mais incríveis que vivi até hoje nessa minha vida de viagens e superou completamente todas as expectativas que tinha a respeito.

Deserto do Saara 1

Ter a oportunidade de dormir  no meio do deserto, em uma tenda, debaixo do céu mais lindo e estrelado que já vislumbrei, aliado ao contato com um povo antigo como os berberes, certamente é uma experiência única e mágica imperdível para quem viaja para o Marrocos, e mesmo sendo um passeio cansativo, garanto que vale muito à pena passar um noite no fascinante Deserto do Saara. Você não vai se arrepender!

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*O conteúdo desta postagem foi definido pelo Me Leve na Mala de acordo com a relevância do assunto para os leitores do blog, não há nenhum vínculo comercial com qualquer pessoa ou serviço citado no texto. O blog não recebeu qualquer tipo de remuneração pela escrita e publicação do texto.

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2 Comentários

  • Reply watson samir 12 de dezembro de 2016 at 14:45

    fantástico Aliny, fotos ficaram muito bonitas! Também pretendo ir visitar ao norte da Africa. abç

  • Reply mohamed 24 de julho de 2016 at 10:59

    você quer viajar em Marrocos uma excursao pro Saar Deserto Mais informação . http://www.maroccoescursioni.com

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